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Investidores perderam mais de R$ 9 milhões em golpe aplicado por falsa gestora cascavelense

Entre os investidores estão diversos cascavelenses que afirmam ter sido lesados pela falsa gestora de investimentos. ...

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Por Isabella Chiaradia

Mais de 20 pessoas, de diversas idades, profissões e lugares do Brasil, sendo cinco de Cascavel, ajuizaram uma ação contra a administradora e uma empresa de prestação de serviços e assessoria relacionados a investimentos no mercado financeiro de ações que atuava em Cascavel.

Os investidores faziam parte de um “Clube de Investimentos” podendo adquirir cotas e participações conforme os valores de aportes realizados, sendo que a gestora do clube, que afirmava trabalhar como “Trader”, comprando e vendendo ações, possuía a incumbência de destinar as aplicações financeiras para gerar rentabilidade.

Apesar de toda a relação entre estas pessoas e a administradora parecer estar dentro da conformidade, tendo em vista que elas recebiam notas fiscais de corretagem, relatórios periódicos, e-mails com informações de mercado, além de possuírem contato direto com a gestora, infelizmente, tudo se passava de um golpe.  

Para maquiar ainda mais as intenções ilícitas, os investidores assinaram diversos termos de adesão em que eram utilizados nomes de corretoras idôneas, como se a empresa fizesse parte ou trabalhasse para estes grupos.

Muitos dos investidores estavam crentes que o negócio era válido e de confiança, pois, inclusive, durante meses e até anos, chegaram a resgatar certas quantias em dinheiro, não suspeitando de qualquer fraude e acreditando que os valores e os rendimentos estavam sendo gerenciados de forma correta.

O incômodo e desconfiança apenas passaram a surgir em 2022, quando alguns investidores começaram a enfrentar problemas, como atrasos nos resgates e a demora para obter retorno dos questionamentos que eram feitos à gestora. Por outro lado, na ocasião dos fechamentos, o rendimento estava sempre positivo, sendo em todas as vezes, reportados lucros e jamais perdas aos cotistas, fato que não fazia sentido algum, pois trata-se de um mercado de risco.

Isto causou um enorme prejuízo às pessoas que faziam parte do grupo, pois se alguma adversidade tivesse sido reportada, elas poderiam escolher sair ou permanecer, porém teria a gestora agido de forma intencional, ao esconder os reais resultados, enganando e falsificando todos os documentos que eram apresentados.

Extremamente descontentes e desconfiados da situação, em setembro e outubro do ano passado, alguns investidores começaram a solicitar esclarecimentos e, até mesmo o cancelamento das suas cotas com a devolução dos valores, sendo que a partir deste momento, a gestora teria “sumido”, não respondendo e-mails ou telefonemas. Alguns dias depois, ela teria ressurgido afirmando que teria perdido todo o investimento na bolsa de valores, mas sem apresentar qualquer documento que comprovasse o fato.

Após isto, os investidores descobriram que toda a documentação e as notas que eram fornecidas, teriam sido fraudadas e que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não havia concedido autorização à gestora ou a sua empresa para atuar no mercado de investimentos. Além disso, a mídia começou a divulgar que ela enfrentava diversas acusações de estelionato e estava sendo investigada pela Polícia Civil por fraudes que eram realizadas desde, pelo menos, o ano de 2017.

Diante disso, os investidores ajuizaram uma ação em 28 de fevereiro deste ano, buscando receber indenização por danos materiais, cada um no montante do prejuízo que sofreu. São valores altos, que ficam entre R$ 24 mil e R$ 1.245.000,00.

Esta ação não é um caso isolado, pois dezenas de pessoas teriam sido enganadas pela gestora e pela empresa que ela era sócia, existindo mais de 18 processos ajuizados em que ambas figuram como polo passivo e estão sendo cobradas por valores que são bastante expressivos, sendo que somente nesta ação, os danos materiais, somados as quantias perdidas pelos investidores, perfaz o montante de R$ 9.399.920,27.

Face as acusações, a gestora e a empresa serão intimadas para apresentarem defesa e o caso ainda segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Pelo motivo do caso estar em fase de investigação, a CGN não publicará os nomes dos envolvidos, no entanto, continuaremos acompanhando o fato e quando houver uma decisão, estaremos publicando suas identificações.

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