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Após pausa de dois anos, Carnaval InterCaps retorna com foco na socialização em Curitiba. Fotos: Fernanda Luvizotto/Feas

Curitiba – Após dois anos, Carnaval InterCaps retorna com foco na socialização em Curitiba

A festividade reuniu 250 pacientes e funcionários dos 13 Centros de Atenção Psicossocial (Caps). “Ele está muito empolgado”, dizia a mãe, que dançava de......

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Por CGN

Após pausa de dois anos, Carnaval InterCaps retorna com foco na socialização em Curitiba. Fotos: Fernanda Luvizotto/Feas

Pedrinho (nome fictício) tem apenas cinco anos, mas já sofre de depressão. Diagnosticado, iniciou o tratamento há pouco mais de um mês. Segundo a mãe, o menino começa a dar sinais de evolução. Foi assim nesta quarta-feira (1/3), no Carnaval InterCaps, que voltou depois da pausa de dois anos forçada pela pandemia de covid-19.

A festividade reuniu 250 pacientes e funcionários dos 13 Centros de Atenção Psicossocial (Caps). “Ele está muito empolgado”, dizia a mãe, que dançava de mãos dadas com o filho, ao som de marchinhas, na Rua da Cidadania do Pinheirinho, bairro onde o menino recebe atendimento no Caps Infantil.

Pacientes de outras unidades infantis também participaram de atividades específicas, com brincadeiras e pintura no rosto. O local recebeu decoração temática para o baile. Os profissionais de saúde mental organizaram gincanas, sorteio de brindes e distribuição de lanches.

A coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Cristiane Rasera, agradeceu à equipe. “Estamos muito felizes em retomar esta festa e gostaria de agradecer ao Distrito do Pinheirinho pelo espaço e, principalmente, às equipes que trabalharam na organização”, disse ela.

Cada Caps também confeccionou um abadá especial, em cores diferentes, para destacar seu “bloco”. Usuários receberam material para elaborar as suas próprias fantasias.

As atividades externas com os usuários do Caps fazem parte do plano psicoterapêutico e fortalecem os laços e a reinserção social.

Socialização

De acordo com os profissionais da área, eventos como este promovem a socialização e quebram barreiras. “É uma forma saudável de diversão e integração, sem perder o foco da reabilitação psicossocial destes pacientes”, explicou Juliana Czarnobay, gerente de saúde mental da Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Feas), que administra os Caps.

Luiz (nome fictício), 45 anos, está em tratamento no Caps Portão desde janeiro de 2022. Ele já participou de outros passeios externos organizados pela equipe que o acompanha – foi ao museu e ao teatro, atividades que fazem diferença no seu tratamento.

“Ajuda a sair da rotina e é muito legal estar nesse ambiente alegre”, comentou o usuário.

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