Bolsas de NY fecham em queda, com impactos do coronavírus e Trump no radar

O índice Dow Jones fechou em queda de 4,55%, em 19.173,98 pontos, o Nasdaq recuou 3,79%, a 6.879,52 pontos, e o S&P 500 teve baixa de...

Publicado em

Por Agência Estado

As bolsas de Nova York fecharam em queda, nesta sexta-feira, 20, encerrando sua pior semana de 2008, de acordo com a imprensa americana. Após uma abertura mista, os índices aprofundaram perdas, em meio a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de mais medidas para restringir a circulação de pessoas para conter a pandemia de coronavírus, inclusive no Estado de Nova York. Assim, mesmo medidas de bancos centrais e governos não foram suficientes para apoiar os índices acionários.

O índice Dow Jones fechou em queda de 4,55%, em 19.173,98 pontos, o Nasdaq recuou 3,79%, a 6.879,52 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 4,34%, a 2.304,92 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones caiu 17,30%, o Nasdaq recuou 12,64% e o S&P 500, 14,98%.

Além do noticiário, a volatilidade foi ainda impulsionada hoje pelo “quadruple witching”, como é chamado o dia de vencimento simultâneo de futuros e opções. Os índices pioraram à tarde, durante entrevista coletiva do presidente Donald Trump. O líder americano voltou a expressar otimismo sobre as chances de uma recuperação mais adiante, após o coronavírus ser contido, mas isso ainda parece algo distante. Trump comentou também que “não era fã” do fato de que companhias fizeram recompras de ações, após a aprovação de um corte de impostos anteriormente no seu governo, e sugeriu que há um esforço do governo para evitar medidas do tipo, após a provável concessão de ajuda às companhias por causa dos impactos do coronavírus. Além disso, ele reforçou controles nas fronteiras com Canadá e México, vetando viagens não essenciais, e restringiu voos entre os dois países.

Em Nova York, o governador Andrew Cuomo reforçou restrições à circulação, no momento em que o Estado continua a enfrentar um aumento nos casos do Covid-19, igualmente penalizando as ações, com várias máximas na reta final do fechamento. A Capital Economics avalia em relatório que, apesar de medidas de governos e bancos centrais para tentar apoiar a atividade, uma reação sustentada nos mercados acionários ocorrerá apenas após o vírus perder força. A consultoria acredita que as ações podem cair um pouco mais, apesar dos fortes recuos recentes, e projeta uma “grande recuperação” no segundo semestre do ano.

As revisões para baixo nas projeções para os EUA e o mundo não ajudavam o humor. A IHS Markit, por exemplo, previu hoje que a economia americana encolherá 13% no segundo trimestre, com recuo de 1,7% no PIB em todo o ano de 2020, além de dizer que uma situação de pleno emprego no país deve voltar a ocorrer apenas em 2023.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X