FMI: retirada de restrições na China deve mitigar custos econômicos e sanitários

Em relatório divulgado nesta sexta-feira, 10, a instituição ressalta que o país asiático deve trabalhar para ampliar a vacinação completa da população, sobretudo entre os grupos...

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Por Agência Estado

O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomenda que, ao relaxar as rígidas restrições para controle do coronavírus, a China encontre um equilíbrio entre a mitigação dos impactos econômicos e a proteção de vidas.

Em relatório divulgado nesta sexta-feira, 10, a instituição ressalta que o país asiático deve trabalhar para ampliar a vacinação completa da população, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis. O FMI também acredita que o governo precisa investir em uma boa estratégia de comunicação.

Par o FMI, as medidas “as medidas de contenção devem continuar a ser gradualmente ajustadas, tornando-as mais flexíveis e menos restritivas para a atividade econômica”.

Estímulos

Para acelerar a recuperação econômica, o governo chinês deve redirecionar estímulos fiscais do setor de infraestrutura para incentivos ao consumo privado, argumenta o FMI.

A instituição explica que a segunda maior economia do planeta está operando abaixo do potencial, enquanto a política monetária segue acomodatícia. “Esses fatores conjunturais sugerem que o impacto de uma política fiscal expansionista sobre a atividade econômica seria reforçado”, avalia.

O FMI lembra que, durante a pandemia, Pequim tem adotado um crescimento no número de instrumentos quantitativos na sua política monetária, como intervenções na oferta de crédito dos bancos. Para o fundo, essas medidas são importantes, mas não podem substituir os juros como ferramenta primária.

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