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Bienal da UNE: Rene Silva cobra políticas para mídia comunitárias

O comunicador popular Rene Silva cobrou hoje (3), durante a 13ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), que o governo federal desenvolva políticas de fortalecimento......

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Por CGN

O comunicador popular Rene Silva cobrou hoje (3), durante a 13ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), que o governo federal desenvolva políticas de fortalecimento das mídias comunitárias. Ele avalia que o noticiário da grande imprensa contribui para a disseminação de um retrato muito estereotipado sobre as periferias.

Rene Silva pontua que avanços na pauta da democratização da comunicação dependem do interesse do governo. “Na maioria das vezes, mesmo em governos progressistas, o investimento na área de veiculação de publicidade nunca chega nas mídias comunitárias, nas mídias independentes”, lamentou.

Embora critique a cobertura sobre as comunidades, Rene pontua que a grande mídia cumpre um papel importante para a democracia quando combate a desinformação e crimes cometidos por meio das redes sociais. No entanto, o comunicador popular considera ser necessário uma nova legislação para enfrentar a situação atual. “A gente também precisa de uma política mais séria e de leis mais rígidas para pessoas que cometem crimes divulgando notícias falsas pelas redes sociais”.

A mesa também contou com a presença da ex-presidente da UNE Lucia Stumpf. Ela esteve à frente da entidade entre 2007 e 2009. Atualmente pesquisadora de imagens históricas e artísticas e professora da Universidade de São Paulo (USP), Lucia pontuou que as imagens presentes nos livros de história e nos museus nos fazem imaginar um país que não representa o povo.

“A imagem consagrada sobre a nossa Independência apresenta aquele herói branco com a espada basicamente erguida afirmando que agora o Brasil era um país livre e independente. É uma cena que apaga a luta dos brasileiros e brasileiras. Não temos nos nossos quadros o retrato de Maria Felipa, grande lutadora e mulher negra baiana que comandou tropas de mulheres que lutaram pela independência. Nos retratos, também não aparece a Batalha de Jenipapo, ocorrida no Piauí”, avalia.

Segundo Lucia, o Brasil precisa se reimaginar. “É a nossa diversidade de cores, de saberes, de ancestralidades que vai permitir que a gente construa um novo Brasil”.

Fonte: Agência Brasil

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