Queda externa e ruídos políticos impedem alta do Ibovespa por setor de commodity

No geral, o quadro é de cautela. O Ibovespa acentuou a queda logo após a divulgação do payroll dos Estados Unidos, cujos dados de geração de...

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Por Agência Estado

O Ibovespa tem instabilidade e tenta defender a marca dos 110 mil pontos, após atingir mínima aos 109.188,67 pontos (-0,86%) e máxima aos 110.259,99 pontos (alta de 0,11%). Apesar da queda de 0,35% do minério de ferro na China, as ações do segmento avançam, em recuperação após recuos recentes. Já o petróleo passou a subir, dando força aos papéis da Petrobras. Há uma visão geral de perspectivas positivas com retomada econômica chinesa.

No geral, o quadro é de cautela. O Ibovespa acentuou a queda logo após a divulgação do payroll dos Estados Unidos, cujos dados de geração de vagas vieram mais fortes do que o esperado pelo mercado. Em seguida, diminuiu o ritmo de baixa. Nos Estados Unidos, também houve piora dos ativos, com recuo dos índices de ações e alta dos Treasuries.

“Veio forte, muito forte, e o desemprego um pouco abaixo do esperado. Endossa mais a visão do Fed de juros altos por período longo”, diz Bruno Takeo, analista da Ouro Preto Investimentos. “Sei que está em linha com o que o Fed tem falado – mercado de trabalho forte, mas sem espiral de salário – mas o mercado parece que não gostou”, completa Takeo.

Para Rodrigo Jolig, CIO da Alphatree Capital, os dados de emprego só mostram que o mercado de trabalho está apertado, que segue não sentindo muito os efeitos da política monetária. “A ideia de que a batalha com a inflação está ganha nos Estados Unidos parece prematura”, avalia.

Por aqui, ainda há cautela em meio aos ruídos políticos diante de novas críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à taxa Selic, à meta de inflação e à independência do Banco Central tendem a reforçar uma abertura negativa do principal indicador da B3.

“Dificulta o ambiente de investimentos. Se ele governo deixar o mercado andar, as coisas se resolverão por si só”, analisa Jolig.

As bolsas europeias e os índices futuros de ações caem. “Deve ser um dia difícil”, diz o economista Álvaro Bandeira.

Ontem, o Ibovespa fechou em queda de 1,20%, aos 112.073,55 pontos. Conforme Bandeira, o indicador precisa tomar cuidado para não abandonar a marca dos 109.200 pontos, sob risco de acelerar as perdas.

Também na quinta, o presidente Lula reforçou as críticas à Selic alta, à meta de inflação e disse querer entender a que serviu o novo status do BC. Lula pretende esperar o fim do mandato de Roberto Campos Neto na presidência da instituição para avaliar o sentido de um BC independente. Afirmou ainda em entrevista à Rede TV que “vai começar a cobrar” explicações do motivo pelo qual a taxa de juros está em 13,75% ao ano.

Para Bandeira, o presidente precisa “descer do palanque” e governar.

Em nota a MCM Consultores avalia que os comentários de Lula tendem a elevar as incertezas em torno do cenário de inflação, o que resultará em maiores juros no Brasil.

Às 11h19, o Ibovespa subia 0,07%, aos 110.219,19 pontos. As ações da Vale subiam 1,30% e as da Petrobras avançavam 1,63% (PN) e 1,45% (ON).

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