
Boate Kiss: tragédia completa 10 anos de impunidade
Tudo aconteceu após o vocalista da banda Gurizada Fandangueira acender um artefato pirotécnico que alcançou o revestimento de poliuretano que era utilizado no teto do palco...
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A tragédia da Boate Kiss completa 10 anos amanhã, sexta-feira (27). O local onde muitos jovens universitários tinham o costume de se divertirem, entrou em chamas e causou a morte de 242 pessoas.
Tudo aconteceu após o vocalista da banda Gurizada Fandangueira acender um artefato pirotécnico que alcançou o revestimento de poliuretano que era utilizado no teto do palco como isolante acústico.
Além do fogo, a fumaça tóxica liberada pela queima desta espuma agiu como um veneno nos corpos das vítimas, que perdiam a consciência e acabavam falecendo ao inalarem a substância.
Outro fator da tragédia foi o pânico e a falta de mais saídas de emergência, de modo que muitas pessoas perderam a vida encurraladas em um banheiro na tentativa de encontrarem a saída em meio a escuridão e a fumaça.
Outras vítimas foram mortas ou ficaram gravemente feridas após serem pisoteadas durante o empurra-empurra dos jovens que tentavam sair daquele inferno superlotado e cheio de irregularidades.
Após o término do inquérito policial, 28 pessoas foram apontadas como responsáveis, porém, apenas quatro foram denunciadas pelo Ministério Público: os sócios da boate, Elissandro Spohr, de 39 anos, e Mauro Hoffmann, de 57; o músico Marcelo de Jesus, 42, e o produtor de palco Luciano Bonilha, 45, todos por homicídio doloso.
O fato gera comoção nacional até hoje, tendo vista as 242 famílias que perderam seus filhos de uma maneira muito cruel, as inúmeras pessoas que ficaram feridas e sobrevivem com as sequelas físicas e psicológicas da tragédia e também pelo sentimento de impunidade.
O júri popular dos quatro réus ocorreu em dezembro de 2021 e durou 10 dias, terminando com a condenação de todos, com penas variavam de 18 a 22 anos de prisão, entretanto, em agosto de 2022, os advogados de defesa recorreram e conseguiram anular a sentença e ainda não há data para novo julgamento.
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