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Da música medieval ao hip hop, 40ª Oficina conduz uma viagem no tempo. - Na imagem, Edu Lobo, Vanessa e Ayrton. Foto: Paulo Rapoport

Curitiba – Do medieval ao hip hop, festival de música de Curitiba conduz público a uma viagem no tempo

As origens da Oficina de Música de Curitiba estão ligadas à música antiga, que até hoje mantém um núcleo específico dedicado ao repertório dos......

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Por CGN

Da música medieval ao hip hop, 40ª Oficina conduz uma viagem no tempo. - Na imagem, Edu Lobo, Vanessa e Ayrton. Foto: Paulo Rapoport

A diversidade de gêneros e estilos musicais tem sido a marca das mais recentes edições da Oficina de Música de Curitiba. Neste ano em que comemora 40 anos, o festival apresenta repertórios tão diversos que é possível desenhar uma linha do tempo que começa com a música do século VIII e termina com as batidas do rap e do hip hop.

As origens da Oficina de Música de Curitiba estão ligadas à música antiga, que até hoje mantém um núcleo específico dedicado ao repertório dos séculos 17 e 18, com ênfase na música barroca. Mas o interesse pelos primórdios da música de instrumento, anteriores a esse período, também permeia esse núcleo, formado por musicistas, pesquisadores e professores de importantes escolas europeias.

Com isso, na 40ª Oficina a viagem no tempo através da música começa por volta do século VIII, com o concerto “Rotas da Seda”, que será apresentado pelo grupo Studium Musicae, no dia 1º/2, na Capela dos Fundadores (Memorial de Curitiba). Com o uso de instrumentos medievais, o grupo apresentará canções e música instrumental originárias dos países pertencentes à maior rota comercial do mundo antigo, que persistiu durante séculos, entre a Europa e o Oriente. Outro repertório do período medieval é o que será mostrado pelo grupo de música celta Awallonia, dia 29/1, na Praça de Bolso do Ciclista, no início do trajeto do passeio “Bicicletando na Oficina”.

Alguns séculos à frente

Avançando no tempo, chega-se à música do século XVII, representada nas apresentações dos grupos Alla Rustica e Lamusa, e no repertório do concerto “Abendmusik”, de música germânica. Os primeiros registros da chamada “abendmusik” são de 1641, com o organista Franz Tunder.  O termo passou a ser sinônimo de concertos em igreja. A apresentação, com a participação de professores de música antiga da Oficina, será no dia 28/1, na Capela da Glória.

Inúmeros programas da Oficina privilegiam a música do século XVIII, que tem em Johann Sebastian Bach, Georg Philipp Telemann e Wolfgang Amadeus Mozart alguns de seus expoentes. A Orquestra Barroca, formada por alunos dos cursos de música antiga da Oficina, com instrumentos de época, como teorba, cravo e alaúde, apresentará alguns clássicos desse período no dia 3/2, na Capela Santa Maria.

A obra The Godfather, de Telemann, será executada por um conjunto de câmera no dia 2/2, na Comunidade Luterana Igreja de Cristo. Mozart é o destaque do concerto da Orquestra de Câmara de Curitiba, com os solistas russos Andrey Baranov (violino) e Anna Serova (viola), no dia 28/1, na Capela Santa Maria.

A música clássica mais conhecida do grande público é a que foi produzida no século XIX e a Oficina de Música tem vários concertos com os compositores do romantismo como Johannes Brahms e Frederic Chopin. O pianista polonês Rapahel Luszczewski fará um recital no dia 27/1, na Capela Santa Maria, e tocará composições de Chopin, Brahms e Claude Debussy, outro expoente desse período. O quarteto formado pela pianista Erika Ribeiro, a violinista Betina Stegmann, o clarinetista Otinilo Pacheco e o violoncelista Rafael Cesário fará uma apresentação exclusiva com obras de Brahms. 

Erudito e popular na contemporaneidade

A divisão entre o popular e a música de concerto fica mais evidente a partir do século XX. Os compositores eruditos contemporâneos se sobressaem enquanto também cresce a música popular brasileira. A 40ª Oficina de Música terá inúmeros concertos nos dois gêneros.

O grupo Madrigal Vocale, que está completando 40 anos, fará uma apresentação dia 2/2, na Capela dos Fundadores (Memorial de Curitiba), para lembrar Padre Penalva, compositor paranaense, e outros nomes representativos da música erudita do século passado. O violonista Francisco Luz trará um repertório inédito de obras originais do compositor brasileiro Francisco Mignone. Seu recital será dia 28/1, no Oratório de Bach. Heitor Villa-Lobos e Astor Piazzola, dois grandes nomes da música erudita do século XX, aparecerão no concerto Mercosul Cultural, dia 26/1, na Capela Santa Maria.

Música do século XX

A MPB do século XX está presente na programação de shows do Teatro da Reitoria, nos 12 dias da Oficina, e em alguns dos mais importantes espetáculos reservados para o Grande Auditório do Teatro Guaíra: BNegão canta Dorival Caymmi com a Orquestra À Base de Sopro (27/1), Pixinguinha como Nunca (28/1) e Edu Lobo convida Vanessa Moreno e Ayrton Montarroyos (1º/2). Até a música popular internacional marca a sua presença nos shows Led Zeppelin Sinfônico (29/1) e Homenagem aos 90 anos do compositor de trilhas para cinema, John Williams (2/2).

Nos dias de hoje

A 40ª Oficina de Música de Curitiba chega ao século XXI com muitas atrações da música atual. O show Orquestra À Base de Corda convida Vanessa da Mata, dia 26/1, no Guairão, é um dos exemplos. No universo erudito, o público conhecerá produções inéditas de professores e alunos da classe de composição da Oficina. É o espetáculo “Contágios consentidos”, dia 4/2, na Capela Santa Maria.

No fim desta viagem, a 40ª Oficina abre as portas para o hip hop, realizando no dia 4/2 um festival no Teatro da Vila (CIC), que mescla mostras e apresentações de rap, grafite, slam, discotecagem e danças urbanas, sob a curadoria dos rappers Palladino e David Black. Quem embarcar nessa aventura musical, certamente vai se deliciar com a mistura de estilos, sons e ritmos da melhor qualidade.

Serviço

40ª Oficina de Música de Curitiba
De 25 de janeiro a 5 de fevereiro de 2023
Programação disponível em Guia Curitiba
Ingressos à venda em minhaentrada.com.br e ticketfacil.com.br

Realização e apoios

A 40ª Oficina de Música de Curitiba é uma realização da Fundação Cultural de Curitiba por meio do Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Prefeitura de Curitiba e Ministério da Cultura, Governo Federal, com apoio master da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, e patrocínio da Volvo do Brasil Veículos e Copel Distribuição. Também apoiam o evento: Embaixada de Portugal no Brasil, Camões – Centro Cultural Português, Centro Cultural Teatro Guaíra, Escola de Música e Belas Artes do Paraná – Campus Curitiba I da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Família Farinha, Sistema Fiep/Sesi Cultura, Teatro Colón, Teatro Regina Casillo, Universidade Federal do Paraná – Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec).
Projeto realizado com o apoio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice) – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná.

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