Em encontro com Lula, centrais debatem mínimo, tributária e estrutura sindical

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, afirmou que os trabalhadores não querem a volta do chamado imposto sindical. Ele defendeu uma reforma da estrutura de...

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Por Agência Estado

Líderes de centrais sindicais apresentaram demandas em encontro com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, 18. Em discursos de reivindicações divididas entre as sindicais, foram abordados temas como salário mínimo, reajuste do Imposto de Renda, reforma da estrutura de sindicatos e até mesmo “revogaço” da reforma trabalhista.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, afirmou que os trabalhadores não querem a volta do chamado imposto sindical. Ele defendeu uma reforma da estrutura de sindicatos no Brasil, para combater a “pulverização” das entidades.

“Destacamos a necessidade de se resolver definitivamente o financiamento da atividade sindical. Os trabalhadores não estão pedindo de volta o imposto sindical. Queremos que o trabalhador tenha a negociação valorizada, queremos que trabalhadores decidam em assembleias o que pagam a sindicatos”, disse Torres, em fala durante encontro.

Segundo o sindicalista, é preciso haver uma união das centrais para evitar a proliferação de entidades. “Propomos uma unidade das centrais sindicais, junto com todo o movimento sindical, porque precisamos fortalecer o movimento sindical”, defendeu.

Dentre as reivindicações feitas, o presidente da NCST, José Reginaldo Inácio, pediu a correção da tabela do Imposto de Renda e de uma “reforma tributária solidária”. Tal reforma, segundo ele, deve atingir especialmente “quem ganha mais e grandes fortunas”, paralelamente à desoneração “dos mais humildes” e micro empresas.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, enalteceu a importância da retomada do Ministério do Trabalho, sob gestão de Luiz Marinho. Em discurso de abertura, Nobre pediu para que o Trabalho tenha centralidade na estratégia de desenvolvimento do País. “Sabemos que os empregos de qualidade que a gente tanto sonha e precisa eles não vão ser consequência só da política econômica”, declarou, pedindo que o Trabalho atue em colaboração com outras Pastas.

Lula desceu a rampa com os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e Marinho, e foi recebido ao som de “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e “Lula, guerreiro, do povo brasileiro”.

Lula sentou-se ao lado de Rui, Marinho e líderes de centrais sindicais. Estão no evento também o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, representando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que cumpre agenda em Davos, o secretário-geral da Presidência, Márcio Macedo, a ministra da Gestão, Esther Dweck, e a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS).

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