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Prisão preventiva do assassino de Diego Parpineli é decretada

Homem é executado a tiros horas antes do aniversário, em Lindoeste; corpo foi trazido ao IML Diante dos fatos, o Ministério Público do Paraná ofereceu uma denúncia...

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Por Isabella Chiaradia

A morte de Diego Parpineli chocou a cidade de Lindoeste no início deste mês. Ele foi morto no dia de seu aniversário, em 05 de dezembro, quando completaria 36 anos de idade. O crime aconteceu por volta das 21h30, sendo que ele foi alvejado com pelo menos quatro disparos de arma de fogo, que atingiram a região da cabeça, tórax e pescoço.

Diante dos fatos, o Ministério Público do Paraná ofereceu uma denúncia contra o acusado Ivan Carlos Lorandi pelo assassinato, porém em razão do recesso judiciário, o juiz da 1ª Vara Criminal de Cascavel, não havia analisado a inicial acusatória, tampouco o pedido de prisão preventiva.

Ocorre que no dia 20/12, o advogado assistente de acusação, Luciano Katarinhuk protocolou um pedido no Plantão Judiciário, pleiteando a análise, em regime de urgência, do requerimento de prisão preventiva, visto que o acusado seria assassino confesso, fato que causou grande comoção popular em Lindoeste, devido ao sentimento de impunidade face ao crime praticado.

Na noite de terça-feira (27) a juíza de plantão, Samantha Barzotto Dalmina, decretou a prisão preventiva do acusado, a fim de garantir a ordem pública. Porém, até o momento, ele não localizado para ser preso e é considerado foragido da Justiça. Katarinhuk informou que está cobrando agilidade da Polícia no cumprimento do mandado de prisão.

Depoimento na Polícia Civil

No dia 08 de dezembro, o acusado, acompanhado de um advogado, durante interrogatório na Polícia Civil, ao ser questionado sobre o interesse de apresentar a sua versão dos fatos, Ivan Carlos Lorandi optou por permanecer em silêncio, mas confessou que foi o autor dos disparos que ocasionaram a morte de Diego Parpineli.

Luciano Katarinhuk fala sobre o caso

O advogado Luciano Katarinhuk gravou um vídeo em que detalhou as ações praticadas pelo acusado após o cometimento do crime e comentou algumas atualizações do caso.

Ele classificou que o homicídio foi cometido com extrema gravidade, pois teria sido presenciado por várias pessoas, sendo que Ivan Carlos Lorandi, após três dias da realização dos disparos, ele se apresentou na Delegacia e confessou ser o autor.

Diante disso, no dia 17/12, o MP-PR o denunciou por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e recurso de dificultou a defesa da vítima. Durante o plantão judiciário, em 27/12 foi decretada a prisão preventiva do acusado: “esperamos que as autoridades policiais cumpram o mais rápido possível o mandado de prisão”.

Por fim, o advogado enfatizou que espera que o acusado seja encontrado e seja julgado pelo Tribunal do Júri e condenado, recebendo uma pena exemplar em razão da gravidade do crime.

Família pede por justiça

A irmã de Diego Parpineli, Ticiane Parpineli, e todos os familiares da vítima estão desgastados e ávidos para que a justiça seja feita, pois o que causa mais indignação é que o assassino foi visto andando em liberdade pela cidade onde o homicídio foi praticado.

Com lágrimas nos olhos, ela diz:

Passou por lugres, sorriu, como se nada tivesse acontecido. Como fica a nossa família? Como fica o meu pai? A minha mãe? As meninas? As filhas? […] Eu imploro, não deixe esse assassino passar impune.

Ticiane Parpineli

Em um depoimento emocionado, a irmã da vítima pede que este não seja um caso de impunidade e que a justiça seja feita: “o mínimo que a minha família espera é que ele responda preso”.

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