Endividamento das famílias com o SFN volta a subir, afirma BC

Segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) terminou outubro em 28,2%, mesmo porcentual de setembro (dado revisado), o...

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Por Agência Estado

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro voltou a subir em outubro, mantendo-se perto do recorde da série histórica do Banco Central. A taxa passou de 49,6% em setembro (dado revisado) para 49,8% em outubro. O pico da série foi alcançado em julho (50,1%). Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento ficou em 31,6% no décimo mês, contra 31,4% em setembro.

Segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) terminou outubro em 28,2%, mesmo porcentual de setembro (dado revisado), o maior nível da série histórica. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda também continuou em 26,1% entre os dois meses.

Rotativo do cartão

Após o fim do ciclo “intenso e tempestivo” de alta da Selic, o juro médio total cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito caiu 15,4 pontos porcentuais de outubro para novembro, informou há pouco o Banco Central. A taxa passou de 408% (dado revisado) para 392,6% ao ano.

O rotativo do cartão, juntamente com o cheque especial, é uma modalidade de crédito emergencial, muito acessada em momentos de dificuldades.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro passou de 184,9% (dado revisado) para 180,6% ao ano. Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa, por sua vez, passou de 96,8% (dado revisado) para 100,2%.

Em abril de 2017, começou a valer a regra que obriga os bancos a transferirem, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos. A intenção do governo com a nova regra era permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recuasse, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.

Spread no crédito livre

O spread em operações de crédito apresentou elevação em novembro. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que o spread bancário médio no crédito livre passou de 30,6 pontos porcentuais em outubro (dado revisado) para 31,2 pontos porcentuais em novembro, informou há pouco o Banco Central.

O spread médio da pessoa física no crédito livre passou de 45,0 (dado revisado) para 46,0 pontos porcentuais entre os dois meses. Para pessoa jurídica, o spread médio passou de 11,6 (dado revisado) para 10,7 pontos porcentuais.

O spread é calculado com base na diferença entre o custo de captação de recursos pelos bancos e o que é efetivamente cobrado dos clientes finais (famílias e empresas) em operações de crédito.

O spread médio do crédito direcionado foi de 4,2 para 4,0 pontos porcentuais na passagem de outubro para novembro.

Já o spread médio no crédito total (livre e direcionado) foi de 20,3 (dado revisado) para 20,7 pontos porcentuais do décimo para o penúltimo mês do ano.

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