Projeção do Boletim Focus de alta do PIB de 2022 passa de 3,05% a 3,04%

Considerando apenas as 56 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB no fim de 2022 passou de 3,02% para 3,05%. No caso...

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Por Agência Estado

O Boletim Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 26, mostrou relativa estabilidade no cenário de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 e 2023. A mediana para a alta do PIB em 2022 cedeu marginalmente, de 3,05% para 3,04%, contra 2,81% há um mês, enquanto a estimativa para a expansão do PIB em 2023 ficou em 0,79%, ante 0,70% um mês antes.

Considerando apenas as 56 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB no fim de 2022 passou de 3,02% para 3,05%. No caso de 2023, a variação da mediana foi de 0,79% para 0,78%.

Já para 2024, o Relatório Focus mostrou deterioração expressiva na projeção de crescimento do PIB, de 1,67% para 1,50%. Para 2025, a mediana também cedeu, de 2,00% para 1,90%. Quatro semanas atrás, as taxas eram de 1,70% e 2,00%, nessa ordem.

Déficit primário

Após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição e do Orçamento de 2023, o mercado financeiro piorou as expectativas para o resultado primário no ano que vem. Segundo a lei orçamentária aprovada, o déficit primário previsto para 2023 é de R$ 231,5 bilhões.

No Relatório de Mercado Focus, a projeção passou de 1,00% para 1,17% do Produto Interno Bruto (PIB), de 0,80% quatro semanas antes. Para 2022, a estimativa para o superávit primário variou de 1,30% para 1,20% do PIB – há um mês, a mediana era de 1,25% do PIB.

Em relação ao resultado nominal, a mediana deficitária continuou em 5,20% do PIB este ano. Para o ano que vem, o rombo esperado passou de 8,65% para 8,60% do PIB. Há um mês, as medianas eram negativas em 5,76% e 8,25% do PIB, nessa ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Houve ainda melhora marginal na projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2022. A mediana caiu de 57,51% para 57,50%, contra 57,70% um mês atrás. Em relação a 2023, a estimativa para a dívida líquida em relação ao PIB arrefeceu de 62,15% para 62,00% do PIB, de 61,00% há um mês.

Déficit em c/c

Os economistas do mercado financeiro aumentaram a estimativa de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos em 2022, conforme o Boletim Focus. A mediana deficitária passou de US$ 46,21 bilhões para US$ 51,00 bilhões, contra US$ 44,07 bilhões de um mês atrás.

Para 2023, a projeção para o rombo em transações correntes também aumentou de US$ 46,00 bilhões para US$ 47,00 bilhões. Há um mês, a expectativa era deficitária em US$ 39,75 bilhões.

Balança comercial

A estimativa para o superávit da balança comercial em 2022 passou de US$ 55,00 bilhões para US$ 56,95 bilhões, contra US$ 55,00 bilhões há um mês. Para 2023, a projeção variou de US$ 59,10 bilhões para US$ 58,80 bilhões, de US$ 56,00 bilhões há quatro semanas.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o rombo em transações correntes nesses anos. A mediana das previsões para o IDP em 2022 subiu de US$ 80,00 bilhões para US$ 81,60 bilhões, contra US$ 80,00 bilhões um mês antes. Para 2023, avançou de US$ 77,00 bilhões para US$ 80,00 bilhões, de US$ 75 bilhões há quatro semanas.

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