• Mariana Lioto
  • CGN

05 Outubro 2017 | 20h50min

O segurança Damião Soares dos Santos, 50, foi o único responsável pelo incêndio na creche municipal em Janaúba (547km de Belo Horizonte), segundo investigações da Polícia Civil da região. Ele morreu na tarde desta quinta-feira (5), no Hospital Regional de Janaúba, em decorrência das queimaduras.

O delegado Bruno Barbosa Fernandes afirmou na noite desta quinta-feira (5) que Santos premeditou o crime que provocou a morte de quatro crianças na manhã desta quinta (5). Todas as vítimas tinham quatro anos.

Familiares do segurança disseram, de acordo com a polícia, que Santos planejada se matar.

"Ele disse na última terça-feira (3), que daria um presente a todos, se matando em breve", informou o delegado. Segundo a investigação, o segurança cometeu o crime na creche numa data simbólica para ele, quando a morte do pai completaria três anos.

A Polícia Civil também apurou que o segurança tinha problemas mentais e era obcecado por crianças.

Questionado sobre o que teria causado o ataque à creche, o delegado resumiu: "loucura". "Conseguimos um relatório do Caps [Centro de Apoio Psicossocial] indicando que ele estava em tratamento psiquiátrico desde 2014; ele sofria de muitas manias de perseguição", disse. Ainda conforme o policial, a tendência é que, com a morte do segurança, o inquérito seja arquivado.

"Ele nunca precisou ser afastado do trabalho, nem tinha contato com crianças, já que era segurança noturno. O que ele fez foi algo bestial, covarde, mas nunca tinha manifestado nada disso no ambiente de trabalho, nem tinha orientação de ser segregado do convívio pelo que pudemos apurar junto ao Caps", afirmou o delegado.

Segurança guardava galões com álcool em casa

De manhã, equipes da Polícia Civil estiveram na casa do segurança e na de familiares dele. "Fomos até a casa do suspeito e encontramos vários galões com álcool", afirmou o delegado do caso. De acordo com o policial, três irmãs e a mãe do suspeito também foram ouvidas.

Santos trabalhava como segurança noturno da unidade, na condição de funcionário efetivo, desde 2008. De acordo com testemunhas, ele teria ateado fogo ao próprio corpo e ido em direção às crianças durante o ataque.

Às 16h30, o delegado que chefia o inquérito sobre o caso, Bruno Barbosa Fernandes, confirmou a morte do segurança --que estava internado em estado grave no mesmo hospital para onde foi levada parte das vítimas. Ao todo, o ataque deixou ao menos 40 pessoas feridas --15 delas (11 crianças e quatro adultos), em estado grave.

Um dos casos gravíssimos é de uma professora da creche que tentou salvar as crianças durante o fogo. Ela está com 90% do corpo queimado, segundo o Corpo de Bombeiros. Os nomes das crianças que morreram no incêndio são: Juan Pablo Cruz dos Santos, Luiz Davi Carlos Rodrigues, Juan Miguel Soares Silva e Ana Clara Ferreira Silva.

As informações são do UOL.

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