• Mariana Lioto
  • Gazeta do Paraná/ Bruna B. da Luz

12 Agosto 2017 | 08h39min

De acordo com um artigo, publicado pela Info Money nesta semana, entre o seguro de seu carro e o de sua própria vida, o brasileiro tende a priorizar o veículo. Dados da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização apontam que no ano passado a diferença de arrecadação entre seguradoras de vida e seguradoras de veículos ultrapassou os R$9 bilhões. Trocando em miúdos, só em 2016 os brasileiros desembolsaram mais de R$ 40 bilhões com seguros de automóvel e DPVAT (seguro obrigatório).  

O fato é que ninguém quer correr o risco de ter que desembolsar uma fortuna, para reparar danos no seu ou outro veículo sem qualquer planejamento. Principalmente se for considerada a questão de que pelas ruas circulam veículos cujo valor equivale a uma boa casa (sendo que de acordo com o IBGE em 2015 um quarto da população brasileira comprometia 30% ou mais de sua renda para pagar o aluguel).

Se a ideia de ver seu carro circulando por aí sem seguro já te tira o sono, imagine esta mesma situação só que para quem tem 463 veículos de passeio e utilitários, 44 ônibus e micro-ônibus, 114 caminhões e 20 motocicletas na garagem. São 641 possibilidades de acidentes de trânsito circulando por aí. E neste caso, não estamos falando da perícia dos motoristas, até porque quando falamos de trânsito não dá pra garantir que nenhum acidente possa acontecer. Eles acontecem... e o pior: os veículos da prefeitura de Cascavel não têm seguro.  Ao menos é o que o município afirmou através de sua assessoria de imprensa: “O município não possui seguro total, nem contra terceiros da frota municipal”.

Acidentes acontecem

Para se ter ideia só neste ano a CGN veiculou quatro matérias sobre acidentes de trânsito envolvendo veículos da frota da prefeitura.  No dia 3 de fevereiro um acidente de trânsito foi registrado na rodovia BR-277, em Cascavel. A colisão, envolvendo três automóveis, aconteceu no perímetro urbano, perto do Autódromo Internacional Zilmar Beux. As informações são de que o veículo Focus reduziu a velocidade na via, quando foi atingido na traseira pelo utilitário da prefeitura de Cascavel. O veículo Montana, carregado com dois pneus de trator, ainda invadiu a pista contrária e bateu em um caminhão. O motorista do Município fez teste do bafômetro, duas vezes, e em ambas, apontou que ele havia ingerido álcool.

Três dias depois um acidente foi registrado na BR-277, envolvendo outro veículo da prefeitura de Cascavel. O condutor do veículo saiu do Show Rural e, próximo ao autódromo uma fila de veículos se formou. Ele não conseguiu parar e acabou atingindo outro carro.

Em março, mais precisamente no dia 24, mais um caso! A ocorrência foi na Rua França, esquina com a Rua Roma, no Bairro Cascavel Velho. A colisão envolveu um carro da prefeitura de Cascavel e uma bicicleta. O ciclista acabou ferido. As informações são de que a bicicleta seguia pela Rua Roma e o Palio transitava pela Rua França.

O mais recente foi no último dia 4. Na região do Bairro Brasmadeira, um veículo estava estacionado, quando foi atingido por um caminhão da prefeitura, que fazia uma manobra.

Conta alta

É verdade que assumir o risco de ter que desembolsar consertos de veículos que venham a envolver-se em acidentes pode custar caro. Afinal, se constatada a responsabilidade do servidor do município, além do carro pertencente à frota, Cascavel terá que pagar o conserto do outro (ou outros) veículos. Isso se não houver perda total! Mas também é fato que seguro custa caro. Quanto será que Cascavel teria que desembolsar para assegurar toda a sua frota?

Esta resposta nós não temos! No entanto, temos as licitações abertas pelo município neste ano para “conservação e manutenção” de alguns veículos da frota. Um deles é para aquisição de peças e mão de obra para “manutenção e conservação do veículo Ford/Transit Furgão curto 2.4 Turbo Diesel placa ATN 9945 frota 2353 à disposição da Secretaria de Assistência Social”. São mais de R$27 mil em peças como porta traseira do lado esquerdo, para-lama dianteiro, para-choque dianteiro, faróis, espelho retrovisor do lado esquerdo, entre outras.

Outro processo licitatório tinha como objetivo a “aquisição de peças e mão de obra para manutenção e conservação do veículo GM/Spyn placa AYM 8396 frota 2637 à disposição da Secretaria de Assistência Social”. São quase R$17 mil em peças dianteiras e serviços de funilaria, mecânica, Elétrica, tapeçaria e pintura.

Além disso, Cascavel licitou peças e serviços mecânicos (6 meses) para a Secretaria de Agricultura (valor contratado de R$74.825), Secretaria de Saúde (R$393.326 - licitação aberta), frota oficial municipal (R$1.095.000 – licitação aberta). Isso quer dizer que, apenas em serviços mecânicos e peças, Cascavel está disposta a investir até R$ 1.563.222. Se colocarmos na conta, as despesas para conserto dos dois veículos anteriormente citados, chegamos a aproximadamente R$1,6 milhões.

O texto é de Bruna Bandeira da Luz, da Gazeta do Paraná. 

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Comentários (12 comentários)

  • André
    9
    2
    4 meses atrás às 08:43h
    É claro que o servidor deve arcar com os prejuízos, se a culpa foi dele, se o município paga, a conta sai tmb do meu bolso, que não é certo
  • Rico
    1
    4
    4 meses atrás às 09:13h
    Tem que paga esses servidores vagabundo que não prestam pra nada
    • Paula
      2
      0
      4 meses atrás às 10:34h
      E aí morador do ginásio do São Cristóvão como está ai
    • Servidor
      0
      2
      4 meses atrás às 11:56h
      E duro não ter capacidade de passar em concurso, estuda, e quem sabe um dia VC tenha uma vaga. E não precise criticar o que não conhece.
    • Servidor
      0
      1
      4 meses atrás às 12:02h
      Lembrando, arruma algum pra pagar a inscrição no concurso pois tem a taxa e pela ignorância vai rodar no psicológico.
  • Bira
    1
    0
    4 meses atrás às 09:52h
    O Valor do Conserto sai do Salário Servidor. Se o Carro está sendo usado toda a hora tem Manutenção e Peças.... Óbvio.....
  • Juru
    0
    0
    4 meses atrás às 10:13h
    Não presta vc rico sem cultura
  • Ana
    3
    0
    4 meses atrás às 11:12h
    Se foi o servidor o responsável é ele quem paga o prejuízo, que já vem descontado da folha
  • Funcionário
    4
    3
    4 meses atrás às 13:16h
    A adm deveria fazer seguro pelo menos para veículos acima de 50 mil. Servidor pode até ser punido mas ñ vai cobseguir ressarcir essa conta.
  • Pairanhos pilantra
    11
    3
    4 meses atrás às 13:28h
    Os servidor sao obrigados a dirigir para nao sofrer punicao, nao recebem nda a mais no salario pra exercer tal funcao e ainda asume a bronc
  • Paula
    4
    1
    4 meses atrás às 13:59h
    é só dirigir com cuidado para não provocar incidente que não terá nenhum problema, se outro bater errado no carro da pref o outro paga
  • amauri
    1
    1
    4 meses atrás às 16:28h
    Fazer seguro da frota implicaria em despesa no mínimo 50 vezes maior que as eventuais despesas com reparos
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